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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Selic em 6,5% ao ano

Copom se reúne nesta quarta, e mercado prevê manutenção da taxa
Selic em 6,5% ao ano

Comitê de Política Monetária divulgará resultado após as 18h. Se previsão do mercado se confirmar, esta será a 5ª vez seguida que o Copom manterá o patamar da taxa básica de juros.


Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

31/10/2018 05h00 Atualizado há 42 minutos







O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta-feira (31), e a expectativa de analistas do mercado financeiro é que a taxa básica de juros da economia, a Selic, seja mantida em 6,5% ao ano.


Se a expectativa do mercado se confirmar, esta será a quinta manutenção seguida da taxa Selic, que, mesmo assim, continuará no menor nível da série histórica do Banco Central (desde 1986). A decisão do BC será anunciada após as 18h desta quarta.


Os bancos estimam, também, que os juros básicos deverão permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para o fechamento do próximo ano, porém, a estimativa dos economistas para a taxa Selic está em 8% ao ano.
Taxa Selic
em % ao ano, considerando as datas de reunião do Copom
em %7,257,257,257,25888,58,599101010,7510,751111111111,7511,7512,7512,7513,7513,7514,2514,2514,2514,2514,2514,251414131312,2512,2511,2511,2510,2510,259,259,258,258,257,57,5776,56,56,56,56,56,5taxa de jurosout/12jan/13abr/13jul/13out/13jan/14abr/14jul/14out/14jan/15abr/15jul/15out/15jan/16abr/16jul/16out/16jan/17abr/17jul/17out/17fev/18mai/18ago/20186810121416
Fonte: BC


Apesar de os juros básicos estarem no menor patamar da série histórica do Banco Central, as taxas cobradas pelas instituições financeiras ainda seguem em patamares elevados.


Reduzir os juros bancários é um dos desafios apontados por economistas para o próximo governo.


Dados oficiais mostram que, em setembro, os juros bancários médios nas operações com pessoas físicas somaram para 52,2% ao ano, enquanto a taxa das empresas totalizou 20,4% ao ano.


Em algumas modalidades, como no cheque especial e no cartão de crédito rotativo, os juros ficaram em cerca de 300% ao ano – patamar elevado para padrões internacionais.


As altas taxas de juros, atualmente cobradas pelos bancos, inibem o consumo e também os investimentos na economia brasileira, avaliam analistas.









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Como a decisão é tomada




A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta de inflação é de 4,5% e, para 2019, é de 4,25%.


Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros; quando estão acima da trajtetória esperada, a taxa Selic é elevada.


Neste ano, a inflação segue relativamente sob controle, tendo registrado deflação (queda de preços) em agosto. A previsão dos economistas para a inflação de 2018 está em 4,43% e, para o ano que vem, em 4,22%, ou seja, ainda em linha com as metas de inflação.







De acordo com Júlio Cesar Barros, economista da Mongeral Aegon Investimentos, a queda do dólar nas últimas semanas, resultado da evolução do processo eleitoral, ajuda o Banco Central a cumprir a meta de inflação do ano que vem, de 4,25%. Para ele, os combustíveis não tendem a continuar pressionando a inflação em 2019.


"No Copom anterior [em setembro], o dólar estava a R$ 4,15. Nas projeções do BC, se ele ficasse estável nesse patamar [com juros inalterados também], a inflação somaria 4,50% em 2019. Mas atualmente, o dólar está em R$ 3,70. Mesmo com Selic e câmbio constantes, você atingiria a meta [de inflação de 2019, de 4,25%]", declarou ele.



O economista da Mongeral Aegon Investimentos acredita que os juros básicos da economia começarão a ser elevados pelo Banco Central por volta de maio do ano que vem, uma vez que o mercado estima valorização da moeda norte-americana no decorrer de 2019.








Rendimento da poupança




Se confirmada a nova manutenção dos juros nesta quarta-feira, o rendimento da poupança também deverá permanecer o mesmo.


Pela regra atual, em vigor desde 2012, os rendimentos da poupança estão atrelados aos juros básicos sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano.


Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.


A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.


Se o juro básico da economia continuar em 6,50% ao ano, a correção da poupança permanecerá sendo de 70% desse valor - o equivalente a 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.


Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".


Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.





Emprego dos Sonhos

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